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Pará reforça importância da proteção e do acolhimento à pessoa idosa

Políticas públicas implementadas pelo governo do Estado fortalecem o acolhimento e a prevenção de crimes e diversas formas de abuso

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
15/06/2026 às 19h01
Pará reforça importância da proteção e do acolhimento à pessoa idosa
Foto: Divulgação

No Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa - 15 de junho - o governo do Pará reforça a importância da proteção, do respeito e da garantia de direitos da população idosa. A data, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), busca alertar a sociedade sobre diferentes formas de violência que atingem esse público, como abandono, negligência e abusos físicos, psicológicos e financeiros.

Eventos culturais integram o atendimento oferecido a idosos nos espaços mantidos pelo governo do Estado

Por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), o Estado mantém serviços especializados voltados ao acolhimento de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade social. Na Região Metropolitana de Belém, os abrigos Lar Socorro Gabriel e Lar da Providência oferecem proteção integral, com moradia, alimentação, acompanhamento em saúde e atividades voltadas à promoção da qualidade de vida e do convívio social.

“Cada pessoa idosa carrega uma história de vida que merece ser respeitada e valorizada. Combater qualquer forma de violência contra esse público é um dever de toda a sociedade. Na Seaster, trabalhamos diariamente para fortalecer a rede de proteção e assegurar que nossos idosos encontrem acolhimento, cuidado e a garantia de seus direitos, especialmente aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade”, afirma o secretário de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda, Inocêncio Gasparim.

Atendimento especializado- As unidades contam com equipes multiprofissionais que atuam diariamente no atendimento aos residentes, assegurando assistência contínua e suporte especializado. Muitos dos acolhidos chegaram aos espaços após vivenciarem situações de abandono, rompimento ou fragilização dos vínculos familiares, encontrando nos abrigos um ambiente de cuidado, segurança e acolhimento.

Nos abrigos, atividades incentivam habilidades e o convívio

“As formas de violência mais comuns contra a pessoa idosa são o abandono, a negligência e os abusos psicológicos, físicos e financeiros. Os serviços de acolhimento de alta complexidade são destinados a pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social. Quando o idoso chega ao abrigo, a equipe multiprofissional realiza os atendimentos e encaminhamentos necessários para garantir sua proteção, cuidado e acesso aos serviços de que necessita”, explica Erlan Alves, assistente social do Lar Socorro Gabriel.

O acesso aos serviços de acolhimento ocorre por meio de encaminhamentos realizados pela rede de proteção social, unidades de saúde e órgãos de garantia de direitos, como o Ministério Público. Após avaliação técnica e da disponibilidade de vagas, os usuários são direcionados para uma das unidades de acolhimento.

Ações do Estado- Além da oferta dos serviços de proteção social, a Seaster atua no fortalecimento das políticas públicas voltadas ao envelhecimento, por meio do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa (CEDPI/PA). O órgão é responsável por acompanhar ações governamentais, propor diretrizes e promover a articulação entre instituições públicas e a sociedade civil para ampliar a defesa e a garantia dos direitos da população idosa no Estado.

Entre as atribuições do Conselho estão o acompanhamento das ações governamentais voltadas a esse público, a fiscalização da execução das políticas públicas e a promoção do diálogo entre gestores, entidades e representantes da sociedade civil para fortalecer a proteção e o protagonismo da pessoa idosa.

O alerta ganha ainda mais relevância diante do crescimento da população idosa no País. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o número de brasileiros com 60 anos ou mais passou de 22,2 milhões, em 2012, para 35,2 milhões em 2025, um aumento de 58,7% no período. Atualmente, esse público representa 16,6% da população brasileira, reforçando a necessidade de ampliar ações de proteção social, promoção da autonomia e garantia de direitos para um envelhecimento digno, saudável e seguro.

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